Dicas para advogados recém-formados: audiência conciliatória

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Com esta dica, relatamos uma troca de ideias que compartilhamos, recentemente, com um colega advogado recém-formado.

Há uns 3 meses, tivemos a feliz oportunidade de reencontrar um ex-aluno da nossa Universidade Federal do Ceará. Contente pelo reencontro, todavia me relatara que vinha de uma audiência de conciliação.

Expressou descontentamento, uma vez que, para ele, mais uma vez, “não levara sorte” de fazer uma composição em audiência. Foi quando me falou: “Alberto, que tal você colocar algum vídeo com dica para nós, advogados iniciantes, termos uma luz de como melhor aproveita essa oportunidade?

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Pois bem, existem mesmo algumas dicas que podem, ao menos aumentar, as chances de se celebrar um acordo em audiência.

DICA #1

A primeira providência que o colega deve tomar, sobretudo os advogados recém-formados, é adotar, por regra, sempre participar de uma reunião com seu cliente. Essa reunião, terá que ser próxima do dia da audiência conciliatória, quiçá na mesma manhã dessa, se realizada no período da tarde.

Essa, tem um fim específico de se dimensionar: o limite financeiro do qual seu cliente estará satisfeito com o eventual acordo.

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Diante desse quadro, explicar que, em um acordo, cada parte cede um pouco de suas pretensões.

Assim, em outras palavras, é saber o qual limite mínimo de satisfação econômica do seu cliente. Sabendo esse montante, obviamente você tem uma margem para trabalhar, em uma eventual composição.

DICA #2

Pronto, você, como advogado recém-formado, tentará a composição, em nome de seu cliente, sabendo, porém, o limite mínimo de valor a ser recebido.

Agora vem a parte que exige maior habilidade do patrono: saber até onde a parte adversa estará disposta a pagar.

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É o que costumamos dizer, aplicar uma teoria da matemática ao Direito: A Teoria dos Jogos.

Na hipótese, de toda conveniência que o advogado, junto com o cliente, chegue um pouco antes do horário previsto para a realização da audiência. É que existe a possibilidade da parte contrária, também, chegar um pouco mais cedo. Assim, você, como advogado, irá ao encontro do patrono da parte contrária e, nesse passo, fará propostas para tentar descobrir até onde essa poderá pagar.

Isso, inclusive, abreviará os trabalhos para a audiência que será realizada.

Você sabe o limite de seu cliente; não do adversário. Por isso, propondo valores bem superiores, tentará descobrir o limite de pagamento desse.

Assista ao vídeo:


 

Alberto Bezerra

Alberto Bezerra é professor de Prática Forense Penal, Civil e Trabalhista. Advogado atuante desde 1990. Também leciona a disciplina de Direito Bancário. Pós-graduado em Direito Empresarial pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo(PUC/SP). Articulista, palestrante e autor de diversas obras na área do direito, incluindo Prática Forense Bancária, Teses de Defesa na Prática Forense Penal e A Teoria na Prática: Responsabilidade Civil.

9 comentários

  1. Lucídio Roque da Costa disse:

    Obrigado pelas dicas professor Alberto! Muitos boas!

  2. Elizete disse:

    Ótimos comentários, vão ajudar MUITO! Obrigada por tomar esta iniciativa… Não pare rs
    Abraço.

  3. lucidia mendes da silva disse:

    muito obrigada , gostei muito das dicas.Gostaria se possível de dicas para manifestaçoes orais.

  4. Dagoberto disse:

    Ótima dica prof. Seria interessante vídeo passo a passo ação execução título crédito extrajudicial…

  5. Elizabet disse:

    Eu gostei deste vídeo.

  6. Haroldo de Castro disse:

    Excelente!!!

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